A medida do homem, alavancada pela tecnologia

4 de dezembro de 2020

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Foi um ano difícil, no qual chegamos ao fim com um misto de cansaço e nostalgia, mas também com esperança em dias melhores e a sensação de que, diante da adversidade, soubemos nos reinventar e encontrar soluções à altura dos desafios.

No Poder Judiciário, magistrados e servidores fizeram o seu papel. Durante a pandemia, os tribunais estabeleceram como regra o regime de trabalho remoto, reservando ao expediente presencial apenas os casos considerados indispensáveis. Assim, conseguiram manter as atividades jurisdicionais, fundamentais, inclusive, para dar respostas às questões jurídicas fomentadas pela pandemia nas mais diversas áreas. Surpreendentemente, empenhadas em garantir a prestação jurisdicional sem se descuidar da proteção à saúde, nossas cortes tiveram um inesperado ganho de produtividade e conseguiram reduzir significativamente, em alguns casos, seus acervos de processos.

Na formação de magistrados, como nos contou em entrevista exclusiva o Diretor-Geral da Enfam, Ministro Og Fernandes, o Judiciário também cuidou de acelerar a adoção das novas ferramentas tecnológicas de ensino à distância, além de reforçar “o lado mais humanista da profissão”, para manter o vigor do processo de formação continuada e compensar a perda do calor da troca de ideias presencial, frente a frente, olho no olho.

Como bem lembrou o Ministro, parafraseando o filósofo Protágoras (leia a íntegra da entrevista em nosso site: www.editorajc.com.br), o homem continua sendo a medida de todas as coisas. A forma de alcançar essa medida é que foi alavancada pela tecnologia.

Assim como o Judiciário e quase todas as demais instituições humanas, o Instituto JC também teve que se adaptar. Nosso “habitat” sempre foi o dos eventos físicos, no qual provocar aglomerações era visto como sinônimo da realização de um bom trabalho. Desde março, porém, investimos no segmento digital e reformatamos nossos eventos, que hoje, no fim das contas, passaram a atingir públicos ainda maiores do que antes.   

Dois bons exemplos foram os webinars que realizamos para debater “A importância do Judiciário na retomada da economia” e “O impacto legislativo da nova Lei de Recuperação e Falências”, que alcançaram, respectivamente, públicos acima de 350 mil e 170 mil espectadores. Outro bom exemplo foi a realização, pela primeira vez em formato digital, do Seminário Jurídico de Seguros (leia mais na seção Em Foco), promovido pela Revista JC, que chegou à terceira edição debatendo questões relevantes sobre o seguro de pessoas, o seguro saúde e o seguro habitacional, também com grandes públicos. 

Heráclito de Éfeso, outro pensador grego, com muita sabedoria disse certa vez que “nenhum homem pode banhar-se duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez o rio já não é o mesmo, e tampouco é o homem”. Mudamos, evoluímos e nos reinventamos conforme as exigências do “novo normal”, mas, em certa medida, contrariando Heráclito, continuamos iguais. Pois assim como o Poder Judiciário, em cuja integridade e determinação de promover o bem comum depositamos toda a nossa confiança, nossos valores e objetivos mantêm-se os mesmos. Como antes, presencialmente ou por meio de qualquer plataforma, vamos continuar trabalhando pelo fortalecimento da democracia e da cidadania em nosso País.

Boa leitura!